Seminário debate alternativas de crescimento para panificação

13/05/2016

Fieam

Duzentos e vinte representantes da indústria de panificação discutiram estratégias para superar a crise no Seminário Tecnológico de Panificação e Confeitaria realizado na quarta-feira (11) no auditório do SENAI (Avenida General Rodrigo, 2394, Distrito Industrial).

 

O evento, promovido pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação (ABIP), Instituto Tecnológico de Panificação e Confeitaria (ITPC) e o Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae),  contou com apoio do  Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas  (Sindpam) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/AM).

 

O vice-presidente do ITPC, Emerson Amaral, falou sobre a importância do zelo pela qualidade dos produtos, e que o pão francês é uma referência para a panificação. Para Amaral, o produto dá sustentabilidade ao setor.

 

Amaral disse que a padaria deixou de ser uma loja exclusiva de  pão para se tornar loja que vende produtos de conveniência. “Hoje o conceito de padaria é gerar produtos para atender o cliente nos diversos momentos de consumo”, disse. Destacou ainda a necessidade de ajustes no mix produzidos, acrescentando que a produtividade tem que estar presente em todos os setores de atividades da panificação.

 

De acordo com o palestrante, há necessidade do aproveitamento de cada metro quadrado da loja para exposição, porque gera impacto nas vendas.

 

Amaral disse também que o segmento da panificação é referência no mercado e um dos grandes geradores do primeiro emprego, ressaltando que muitas pessoas iniciam suas atividades profissionais dentro de uma padaria, motivando o empresário a promover cursos de qualificação profissional e gestão. Daí a importância da vinculação com o Sistema S, que oferece vários cursos para o setor.

 

Segundo, o vice-presidente do ITPC, o segmento da panificação está entre os seis maiores setores da indústria de transformação no Brasil, reunindo 64 mil padarias, e geração de 1,5 milhão  de empregos diretos, além de está presente em todos os municípios brasileiros.

 

O presidente em exercício do Sindicato da Indústria de Panificação do Amazonas (Sindpam), Wellington Moreira, disse que um dos objetivos do seminário é levar ao panificador a ideia de que é possível, apesar da crise, manter as empresas de panificação fortes e lucrativas, desde que sejam tomadas as medidas necessárias, com produtos de qualidade e inovadores, além de uma boa  gestão, acrescentado que o empresário tem de olhar para os seus negócios de maneira mais focada.

 

Moreira disse também que o empresário da panificação deve  trabalhar a produção, com redução de custos e  desperdícios e aumento da lucratividade.  Ele disse que o seminário é um divisor de águas para as empresas que querem permanecer no ramo da panificação e melhorar a sua lucratividade, acrescentando que antes as padarias trabalhavam de maneira empírica, mas que hoje a atividade exige gestão profissional com indicadores e metas.

 

Segundo, o presidente em exercício do Sindpam, as panificadores estão organizadas com equipes estruturadas, incluindo nutricionistas e engenheiros de alimentos, com elevado nível de trabalho, funcionando como verdadeiras lojas gastronômicas, oferecendo café da manhã, lanche e almoço.